domingo, 10 de junho de 2012

sem título





























uma vez comentaram sobre os meus corindos
disseram: os olhos desta dama são tão lindos!
olhos, janela d’alma
esta que nos olhos galga

nos meus olhos estão debruçados
firmemente, com os seus dois braços
a minh’alma, ávida
para ver as coisas deste mundo, és impávida

ela fica à toa, vendo a banda que passa
talvez a minha alma não seja a mais bela
creio que tenho muita carcaça
para uma alma assim tão singela

que apoiada, pesa esta janela
me transforma na garota tímida dos olhos cansados
que mesmo assim tão enfastiados
ainda é a coisa mais formosa encontrada nesta donzela

acanhamento
























sinto o meu rosto corar
nasce o rubor na minha epiderme
que em uma maça me transforma
pena que nunca fui tão doce
como o rubro fruto

me encontro neste momentâneo rosáceo
eu gaguejo e enrolo a minha língua
me vejo nesta situação nada fácil
logo percebo como estou verde
e como ainda sou tão néscia de fato